Friday, 27 September 2013

Se Algum Dia Eu Não Acordar

Fanfic escrita por Jéssica Franciele
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Se Algum Dia Eu Não Acordar - Drama +18
ShortFic - Finalizada


Imagine se um dia eu não acordar
Quem vai puxar assunto com você?
Quem vai mentir que você é legal?
Imagine se um dia eu morrer?


Ela ouvia essa música sem parar, e chorava deitada em sua cama com a pior sensação do mundo, a sensação de que sua vida estava se perdendo.

...

3 meses antes...

– Lili, você viu o menino novo? QUE LINDO. - Clara perguntou.
– Para, Clara, lindo nada, muito branco, cabelo muito preto, muito liso, franja, olho muito azul... - Lili respondeu.
– Muito lindo... - Clara falou.
– Sem Graça. - Lili disse.
– Sem graça você. - rebateu Clara.
– Pelo menos não vejo graça em tudo. - Lili disse.
– Oi, meninas, já estão se “amando” a essa hora? – disse Leo, rindo da discução das duas, sem saber o motivo.
– Oi, Leo. - Clara disse.
– Oi, maninho. Lili falou.
Os três foram para a sala de aula... Sim, estudam juntos. Leo é o irmão mais velho da Lili e completamente apaixonado por Clara, que também gostava dele apesar de não admitir. Como ele repetiu um ano estudava na mesma turma da irmã.

- Boa tarde – falou sorridente a profª Lucélia.
A turma como sempre animada respondeu a professora de ciências que, na opinião dos alunos, era uma das melhores professoras da escola, sempre animada e com aulas diferentes. Era a típica professora amiga de todos.
- Vejo que temos um aluno novo...
Marcinha, como sempre metida, tratou de apresentar o novo aluno.
- Sim, professora, esse é o Tay, ele veio do interior. haha.
– Tudo bem, Tay? Vejo que já perguntaram sobre toda tua vida aqui?
- Pois é. – respondeu ele, sem jeito.
Tay logo ficou amigo da turma, era um garoto tímido, que parecia mais tímido ainda perto da Lili, ele se tornou amigo de Leo, melhor amigo em poucas semanas e frequentava a casa da garota todos os dias, ou melhor, tardes. Ele, Leo, Clara e Lili, passavam as tardes brigando e se divertindo juntos.

2 meses antes...

– Legal o Leo e a Clara terem se acertado, né? - Tay disse.
– Legal é a vela que eu to levando. – Lili respondeu mal-humorada, sentada na escada que dava acesso à sua casa, observando Leo e Clara se beijarem no quintal de casa.
– Para tudo, a Lili ta com ciúmes?
– Que ciúmes que nada, cala boca, Tay.
– É ciúmes, sim, eu sei que é.
– Tu não sabe de nada, tu é um chato, isso sim.
– Chato eu? Qualquer pessoa que não concorda com você é chata? Essa é sua regra?
– Não, você é chato. SÓ você, entendeu?

O casal aí vai parar de brigar? – Leo gritou, rindo da cena que via de longe. – CALA BOCA, LEO – Tay e Lili falaram juntos.
Todos riram. Leo voltou a beijar Clara, que parecia ainda mais boba apaixonada. Tay voltou a falar com Lili.
– Por que você é assim?
– Assim como?
– Não admite que gosta de mim.
– Mas eu gosto de você.
– Mesmo?
– Sim, você já é um dos meus melhores amigos, apesar de ser chato.
– Ta vendo.
– Vendo o quê?
– É que...
– Que...?
– Eu gosto de você de uma maneira diferente.
– Que maneira?
– Não parece óbvio?
Alice baixou a cabeça.
– O que foi? - ele perguntou.
– Nada.
– Lili, eu te conheço
– É, eu sei, e isso é uma droga.
– Vai me contar ou não?
– Não – ela falou e em seguida subiu até seu quarto correndo, ele foi atrás.
- Lili – Tay gritou, segurando em seu braço.
- Me deixa quieta, Tay.
- Só se você me contar o que está acontecendo? Foi por causa do que eu disse hoje? Porque se foi eu quero que você saiba...
Ela o interrompeu com um beijo.
- Eu te amo, Tay.
- Eu te amo muito, minha pequena. - ele disse. - Quer namorar comigo? – Tay perguntou sem pensar.
- Sim - ela respondeu imediatamente.

Os dois começaram a namorar e daquele dia em diante pareciam um só. Eles já não se largavam, agora então, aonde um ia o outro estava junto.

1 mês antes...

- Às vezes você parece tão distante. – ela falou pra ele enquanto os dois conversavam no quarto da garota.
- Não é nada demais, amor, não te preocupa.
- Como não me preocupar? Ontem você sumiu, eu te liguei várias vezes e nada. Tua mãe não me falava nada, só falava que você não podia atender. O que você tem? Dá pra me contar?
- Eu te amo, só isso que você precisa saber.
- Eu também te amo. – Ela disse num tom triste. Os dois se abraçaram e ficaram abraçados, calados por um tempo, enquanto Tay mexia no cabelo dela, ela pensava mil coisas.
- Vai ficar calada até quando?
- Até você me contar o que está acontecendo.
- Não é nada, eu já disse.
- É, sim, eu te conheço.
- Já notei isso. – Ele respondeu sorrindo com lágrimas nos olhos.
- Eu sabia que tinha alguma coisa, conta logo.
- Tem sim, tem uma coisa, eu não posso mais ficar um só dia sem você. - Meu lindo - ela disse pulando em seu pescoço e o beijando. Os dois começaram a se beijar, ela passava a mão nas costas dele até tirar sua camisa, ele beijava a região entre a boca e o pescoço da garota. Ela o arranhava, e beijava cada vez com mais desejo. – Não. – ele disse se afastando.
- Por que não?
- Porque você merece um momento especial.
- Mas eu quero, e to pronta.
- Vai ser um momento especial, Lili, tem que ser.
- Vai ser especial, porque vai ser com você, só isso importa.
Ele a beijou e disse:
- Com você, cada momento é especial. Mas tem que ser diferente, amor, entende?
- Tudo bem. - disse ela, abaixando a cabeça.
- Não fica assim, amor.
- Quer que eu fique como?
- Desculpa?
Ela concordou com a cabeça, e os dois se beijaram e voltaram a ficar abraçados, vendo qualquer coisa na TV.
- Me promete uma coisa? – Ele quebrou o silêncio que havia entre os dois.
- O quê? - ela perguntou, virando-se em direção a ele para olhar em seus olhos.
- Que não importa o que aconteça, que você sempre vai lembrar de mim como o cara que te ama e sempre vai te amar.
- Como assim "o que aconteça"?
- Promete, amor?
- Prometo! Mas pode acontecer alguma coisa?
- Não, minha pequena, eu só to falando... Pensando no futuro, ninguém sabe o que pode acontecer, né?
- É, mas eu sei que eu não posso te perder, eu não aguentaria te perder.
- Você nunca vai me perder. Não importa onde estivermos, eu sempre vou estar com você. Sempre, entendeu?
- Te amo, meu amor.

Uma semana antes...

- Lili, o que o Tay tem? Eu vi ele entrando no médico hoje. – Clara ligou para a amiga, apavorada.
- Não sei, ele não me falou nada. Eu não o vi hoje, e ele não me responde os sms. Você viu ele entrando no médico? Como assim?
- Sim, eu estava passando em frente àquela clínica que tem do lado do trabalho da minha mãe, e vi ele e a mãe dele entrando lá.
- Vou tentar ligar pra ele mais uma vez, depois te ligo pra falar o que ele disse, ta?
- Ta bom, amiga, não se esquece de me ligar. Fiquei preocupada e o Leo também não sabe de nada.
- Estranho... Bom, vou ligar, depois te ligo. Beijo
Alice desligou o celular e logo ligou para o Tay. Ela ligou, uma, duas, três vezes, já estava ficando desesperada, até que ele atendeu.
- O que aconteceu, meu amor? Você está bem?
- Cadê você? - ela perguntou chorando.
- To indo pra casa, amor. O que aconteceu? Me responde.
- A Clara te viu entrando na clinica do lado da casa dela, você está bem? Não sei, amor, você não atendia, eu senti medo, muito medo.
- Calma, amor, não aconteceu nada comigo, nem vai acontecer. Já to indo aí. Te amo.
- Também te amo. Ela respondeu e, antes desligar o celular, ela ouviu a mãe dele falar: - Até quando você vai esconder isso dela?

Duas horas depois, ele chegou na casa da menina sem saber o que ela tinha ouvido. Alice estava no quarto escutando música.
- Amor? - ele disse entrando no quarto. Ela se assustou, estava distraída.
- Oi - respondeu em um tom seco.
- Aconteceu alguma coisa? – ele perguntou preocupado.
- Sim, a gente precisa conversar.
- Sobre? – ele perguntou enquanto tentava dar um selinho não correspondido. – O que você tem?
- Eu, nada, mas você tem alguma coisa e vai me contar hoje.
- Eu tenho alguma coisa?
- Sim, e ta me escondendo isso, eu quero saber o que você esconde de mim.
- Eu não escondo nada de você. De onde você tirou isso?
- Eu ouvi claramente a sua mãe falar “até quando você vai esconder isso dela?”, quero saber o que você esconde de mim.
- De você nada, minha mãe estava falando com meu pai quando você me ligou. Eu não sei o que eles estavam falando porque só prestei atenção na sua ligação, mas não era de você que ela estava falando.
- Sei. - Ela respondeu desconfiada.
- Diz que acredita em mim?
- Você seria capaz de mentir pra mim?
- Você seria capaz de acreditar em mim e deixar de ser tão desconfiada?
- Chato.
- Linda, agora me dá um beijo decente que eu to com saudade.
Os dois se abraçaram e logo surgiu um beijo e outro beijo... Já era tarde quando ele resolveu ir pra casa. Os dois teriam que acordar cedo, afinal, no outro dia tinham aula.

6 dias antes...

Tay faltou na aula. Sem avisar, sua mãe foi até a escola falar com os professores. Alice não estava entendendo nada, mas percebeu que seu namorado estava realmente escondendo algo dela quando viu a professora Lucélia entrar na sala de aula com uma aparência diferente. No momento em que a professora entrou na sala, olhou para a garota com pena, Alice sentiu isso, Clara sentiu isso, toda a turma sentiu.
A manhã demorou a passar, Lili havia esquecido o celular em casa, tentou ligar pro Tay diverças vezes do celular da Clara, mas ele nunca atendia.
Leo estava diferente, ela e Clara fizeram um interrogatório, mas ele não falou nada, maldita solidariedade masculina.

Já era mais de meio dia quando ela chegou em casa. Seu irmão, como sempre, enrolou na frente da casa da Clara, ela resolveu deixar os dois sozinhos enquanto corria até seu quarto. Pegou o celular e viu três chamadas não atendidas. Sim, eram dele, ela ligou na mesma hora.
- Oi, amor, esqueceu o celular em casa?
- Sim, o que aconteceu? Por que não foi na aula?
- Não sei, acho que tive uma queda de pressão, nada grave, mas achei melhor ficar em casa, te liguei algumas vezes pra avisar, mas você não atendia.
- É, eu esqueci o celular, mas por que você não atendeu as ligações da Clara? Eu te liguei a manhã toda.
- Eu dormi a manhã toda - ele respondeu rindo.
- Ah, seu preguiçoso, eu fiquei preocupada.
- Dá pra parar de ficar preocupada comigo?
- Como se você é a minha vida?
- Você não pode se preocupar só comigo, amor, eu te amo muito e quero ver você feliz sempre, eu sou um idiota, você tem que se preocupar com coisas mais interessantes. – ele tentou rir, mas sua voz falhava.
Alice sabia que alguma coisa tinha ali, que ele estava escondendo algo dela, mas o medo de perdê-lo era tão grande que ela fingia acreditar nas coisas que ele dizia.
Os dois se despediram e combinaram de se encontrar à noite, porque, segundo ele, à tarde tinha que sair com sua mãe.
A noite chegou, Alice como sempre estava linda, sentada na varanda de sua casa conversando com seu irmão e sua melhor amiga.
A noite estava muito agradável típica noite de primavera. Tay chegou com seu skate, ele morava a duas quadras da casa dela.
- Ae, galera. – ele disse ao chegar, e logo após isso deu um beijo em sua namorada.
- Oi, amor – ela respondeu.
- Que lindos – Clara brincou.
- São fofos – Leo riu, fazendo todos rirem.
Os quatro ficaram ali sentados e falando besteiras do dia-a-dia. As meninas, claro, xingaram muito ele, afinal, a Lili quase morreu de preocupação e quase matou a Clara também.
A noite passou rápido, os casais se despediram e combinaram de se encontrar em frente à casa da Clara, para irem juntos à escola.

5 dias antes...

O dia amanheceu lindo, Alice acordou animada, tomou café e foi com seu irmão até a casa da Clara. Tay logo chegou lá também, e foram todos para a escola.
Na escola, chamaram o Taylor na direção. Ele passou quase a manhã toda lá, depois disso, passou os dois últimos períodos de aula falando com o Leo, e, por incrível que pareça, o professor de matemática, mais chato de todos, não reclamou.
Lili e Clara passaram a manhã cochichando, se o Taylor não falasse nada pra elas, o Leo seria a vítima da vez e teria que contar.
Tay se despediu da namorada e disse que teria que passar a tarde com sua mãe novamente.
- De novo? Dá pra você me contar o que está acontecendo?
- Amor, eu vou te contar, só quero que você confie em mim.
- Eu confio em você, você que parece não confiar em mim.
- Amor, eu tenho que ir, se der volto aqui à noite, se não nos encontramos na escola amanhã, ta bom?
- Adianta eu falar que não?
- Desculpa. – ele disse dando um selinho nela.
Ela o beijou e depois de alguns beijos, Taylor foi em direção à sua casa.
Alice passou o dia esperando o namorado voltar, mas ele não voltou, apenas mandou um sms falando: “Amor, não vou poder ir te ver hoje, desculpa, minha pequena, amanhã te explico. Bjos, te amo”.
Se antes ela desconfiava, agora ela tinha certeza. Alguma coisa muito grave estava acontecendo. Ele estava muito diferente, distante, ele parecia fraco, branco muito branco, ela já tinha notado isso, mas ele não deixava ela falar sobre, só dizia que estava bem, e que amava ela.
Alice passou a tarde vendo fotos dos dois, não comeu nada o dia todo. Já era tarde da noite quando Leo resolveu ir até o quarto da irmã falar com ela, afinal, nem com sua melhor amiga ela tinha falado hoje.
- Mana, o que você tem?
- Nada, só to a fim de ficar quieta.
- Claro que você tem alguma coisa, eu te conheço, pow.
- Você me ama?
- Que pergunta é essa? É claro que eu te amo, você é minha maninha, esqueceu?
- Então me diz o que o Taylor tem?
- Eu não posso, isso é coisa dele. Mas quero que você saiba que eu vou estar sempre aqui, e que tu pode contar comigo pra qualquer hora.
- Por que você não quer me falar?
- Porque eu não sei explicar, e porque é algo dele, vocês tem que conversar.
- Mas ele não me conta.
- Se ele não te conta é porque ele acha que assim é melhor.
Ela começou a chorar, seu irmão a abraçou e ficou fazendo cafuné até ela adormecer.

4 dias antes...

Tay não foi à aula mais uma vez e, dessa vez, ela não esqueceu o celular em casa. Ligou para ele a manhã toda, mas o celular estava desligado, ligou para a casa dele e ninguém atendeu. Ligou para a mãe dele, fora da área de cobertura. Ela estava ainda mais nervosa, ainda mais preocupada, só em pensar nele suas mãos gelavam, ela tremia, e era constante a vontade de chorar.
A tarde passou lenta, ela desistiu de ligar pra ele, já era noite quando ela recebeu um sms: “Amor, desculpa, eu não pude te ligar, amanhã te explico o que aconteceu. Desculpa mesmo, te amo”
Como ele tem coragem de mandar apenas um sms? O que, afinal, estava acontecendo? Aquela angústia estava matando ela também. Fazia dois dias que ela não comia, não conseguia comer. Mas amanhã, amanhã ele iria ouvir, amanhã ele teria que contar tudo, tudo que estava acontecendo com ele.
Alice custou a dormir, estava ansiosa, precisava falar com seu “namorado”... Ela não tinha mais certeza de nada.

3 dias antes...

Era cedo quando escutaram batidas na porta.
- Deixa que eu atendo, deve ser a Clara. – Leo gritou.
- A essa hora? – Alice perguntou enquanto mexia nos livros da escola.
Não era a Clara, era o Tay.
- Finalmente, ta sumido, hein? A Lili vai te matar. – Leo falou cumprimentando o amigo.
- Pois é. - Tay respondeu sem jeito.
- O que você tem, cara? Ta branco, viro vampiro? – Leo como sempre fazendo palhaçada.
- Nada não, a Lili ta aí?
- Ta lá em cima.
Taylor foi até o quarto de sua namorada, quem como semprem estava reclamando de acordar cedo.
- Amor?
Alice se assustou ao ouvir a voz dele. Se virou pronta para xingá-lo, mas se assustou com a aparência de seu namorado.
- O que você tem? Você está muito branco.
- Nada demais, amor. É saudade. - ele disse abraçando e a beijando.
- Promete confiar em mim?
- Claro que sim.
- Então depois da escola tu vai ser minha.
- Tua?
- Sim, minha.
- Como assim tua?
- Do jeito que você sempre quis.
Eles se beijaram, Alice pegou sua mochila, encontrou Leo e Clara, e foram pra escola.
A manhã, como sempre, passou devagar. Alice estava ansiosa... O que será que Tay iria fazer? O que os dois iriam fazer? Pra onde eles iriam?
Finalmente a aula acabou, Tay foi com Lili até a casa da garota. Lá falou pra ela que queria fazer um passeio com ela, viajar... Que eles iram sair essa tarde e em dois dias no máximo estavam de volta. Como Lili mora só com a mãe e o irmão, e a mãe tinha ido viajar, Leo aceitou ajudar Lili. Ela foi com o Taylor, sem que sua mãe descobrisse. Leo confiava muito no amigo e sabia o que ele pretendia fazer.
Alice pegou algumas roupas e foi com Taylor até sua casa, lá ele pegou algumas roupas, e como combinado pegou emprestado o carro de sua mãe, pois o dele ainda estava na oficina.
Ele a levou para sua casa de praia. Taylor era filho único, tinha tudo que queria, maior de idade, e repetente, às vezes se parecia muito com Leo, irmão da Lili, outras vezes ele parecia muito mais maduro que qualquer um da sua idade, o porquê disso a garota não sabia.
Os dois chegaram na casa de praia. Ela ficou encantada com a beleza do local, foram até o quarto dele, e lá tinha várias fotos dele quando criança. A garota se encantou com tudo aquilo, até que ele a abraçou forte e disse:
- Confia em mim?
- Eu sempre vou confiar em você.
Ele sorriu e a beijou. Foi um beijo calmo, um beijo que confortava, que fazia ela se sentir amada e confiante ao mesmo tempo. Os beijos foram ficando mais rápidos, mais intensos, ele explorava todos os cantos da boca da menina, ela alisava toda a região das costas do garoto. Os dois se beijavam, e quanto mais se beijavam, mais desejo tinham um pelo outro. Foi então que ela tirou camiseta dele e, em resposta, ele arrancou a blusa dela em um único movimento. Os dois se livraram de suas calças juntos que foram tacadas para qualquer canto daquele quarto. Ela o beijava com ainda mais força, ele tocava sem medo e sem vergonha todas as partes do corpo dela. Ela explorava o corpo dele com as mãos, arranhando alguns lugares; ele explorava o corpo dela com a boca, o fazendo respirar cada vez mais rápido. Os beijos estavam cada vez mais quentes, ele então resolveu tirar o resto de roupa que a menina ainda vestia: uma lingerie preta, simples, mas que a deixava sexy, ela não demorou muito para se livrar da boxer preta que ele estava usando.
- Pronta? Ele perguntou.
Ela apenas concordou com a cabeça. Ele a pegou em seu colo, a deitando sobre a cama macia, que em tanto lembrava sua infância. Em pouco segundos ele a penetrou, com cuidado para não machucar sua amada, machucar era a única que coisa que não queria fazer. Ela gemeu, gemeu de prazer, um misto de prazer e felicidade de estar tendo a sua primeira vez com o homem de sua vida. Os movimentos foram ficando cada vez mais rápidos, cada vez mais intensos, até que chegaram ao orgasmo, os dois cansados acabaram adormecendo um sobre os braços do outro. Sem saber o que o amanhã os esperava.

Ela acordou com um belo café da manha preparado por seu amor.
- Amor, pra que tudo isso?
- Pro amor da minha vida.
- Não precisava tanto.
- Precisava muito mais.
- Te amo, meu lindo.
- Te amo muito, minha pequena.
Os dois se beijaram. Tomaram café da manhã juntos e aproveitaram o resto da tarde de sábado na praia em frente a casa. Sim, eles aproveitaram o resto da tarde porque dormiram até às duas da tarde.

O dia foi no mínimo perfeito, juras de amor foram feitas pelos dois. Na volta pra casa, Taylor parou em um lugar até então desconhecido por Lili e disse:
- Vem, Lili, vou te mostrar meu refúgio. – ele disse pegando na mão da amada.
- Pra onde você vai me levar? – ela perguntou enquanto acompanhava seu namorado.
- Aqui. – Taylor falou chegando a um lugar lindo, que parecia deserto, o lugar tinha um vista linda do mar, e em uma noite de lua cheia ficava ainda mais especial.
- Que lugar é esse? – Ela perguntou admirada.
- É o lugar mais lindo do mundo, quando acompanhado de um sorriso teu. – ele disse sorrindo.
- Bobo - ela respondeu após beijá-lo.
Os dois passaram a noite olhando pro mar e conversando, se beijavam, riam, contavam coisas que para os outros eram tolas, mas pra eles importantes. Em um certo momento, Alice notou que Taylor não parecia bem. Ele estava fraco, estava gelado, ainda mais branco. Ela finalmente perguntou a ele o que ele tinha.
- Amor, eu vou te contar, mas quero que você me prometa uma coisa.
- O quê? Fala que eu prometo.
- Promete que não vai chorar, que sempre vai lembrar desse bobo aqui com carinho, que nunca vai duvidar do meu amor por você?
Ela chorava, mas prometeu aquilo pro seu amado.
- Por favor, não chore, meu amor.
- Conta o que você tem?
- Amor, eu tenho uma doença rara, infelizmente só a cura com cirurgia, mas quando eu fizer a cirurgia eu vou ter poucas chances de sobreviver. – os dois choravam, ele tentava limpar as ágrimas da garota, mas algumas lágrimas nele também insistiam em cair. - Por que você não me contou nada?
- Porque eu não queria que você sofresse, porque não queria ser motivo de pena das pessoas.
- Mas quando você vai fazer a cirurgia? O que você vai fazer, amor? – as palavras ditas por ela eram falhas. Ela chorava, ele chorava.
- Amanhã – ele disse em meio ao choro – Amanhã eu vou fazer a cirurgia, não tenho mais como adiar, me perdoa, por favor.
- Amanhã, como assim amanhã? – ela sentiu um medo enorme de perdê-lo, um medo de não ter mais pra ela aquele abraço, aquele beijo, medo de momentos como os que aconteceram aquele dia, não se repetissem mais.
- Amor, me perdoa?
- Eu te amo, promete não me deixar?
- Eu nunca vou deixar você, mesmo que você não esteja me vendo eu vou estar sempre com você, sempre com minha pequena, te apoiando, rindo com você, comemorando tuas vitórias e se houver derrotas eu estarei aqui, te apoiando sempre, porque eu te amo, e esse amor que eu sinto por você é maior que tudo, que tudo.
Ela apenas chorava e o abraçou.
- Eu preciso do teu beijo pra conseguir sorrir, eu preciso do teu abraço pra conseguir viver, eu preciso do teu cheiro pra conseguir respirar.
Os dois choravam abraçados, com medo do amanhã, com medo do hoje.
O dia amanheceu, eles voltaram pra casa em silêncio, a cirurgia dele tinha sido marcada para as sete, ele tinha que estar no hospital às 13h.
Chegando lá, ela, ele, e os pais do garoto, logo depois Clara e Leo foram até o hospital. Ele se despediu de todos, por último dela.
- Promete não me deixar? – ela perguntou chorando.
- Promete nunca me esquecer e ser feliz sempre, porque eu sempre vou estar do seu lado, você vendo ou não?
- Se você prometer que vai sempre estar aqui.
- Eu te amo muito, minha pequena.
- Eu também te amo, minha vida.
A Enfermeira chegou, estava na hora.
Os dois se beijaram. Foi um beijo demorado, um beijo com medo, medo de ser o último.
Mais de 10 horas de cirurgia, finalmente o médico saiu de lá de dentro e veio falar com os presentes.
- Ele resistiu a cirurgia, mas infelizmente o estado dele é grave, aconselho os senhores a irem pra casa, descansar, ele vai dormir por no mínimo 24h e só depois disso, podemos dar mais informações do estado do paciente.
- Podemos vê-lo, pelo menos? – perguntou a mãe dele.
- Eu não aconselho, mas se os senhores quiserem vê-lo posso permitir que uma única pessoa o veja.
- Estamos todos cansados, acho que a pessoa que ele mais ama no mundo deveria ter a chance de vê-lo. Lili, pode ver meu filho. Se não fosse por você, pelo amor que ele sente por ti, ele não estaria mais aqui entre a gente.
Alice foi acompanhada de uma enfermeira ver seu amado, ele estava com uma faixa na cabeça, completamente coberto de aparelhos, branco, totalmente branco, mas com uma aparência serena, tranquila, que transmitia paz pra ela. Ela apenas o olhou de longe, do vidro da UTI, não podia chegar muito perto. Depois disso, voltou junto com seus sogros e amigos, Leo a convenceu de ir pra casa tomar um banho. Enquanto isso, a mãe de Taylor ficou no hospital.
Alice tomou um banho, e deitou-se em sua cama, esperando seu irmão se aprontar para levá-la novamente ao hospital. Ela não queria comer. Ela não conseguia comer, nem dormir.

Imagine se um dia eu não acordar
Quem vai puxar assunto com você?
Quem vai mentir que você é legal?
Imagine se um dia eu morrer


Ela ouvia essa música sem parar, e chorava deitada em sua cama com a pior sensação do mundo, a sensação de que sua vida estava se perdendo.
Leo não demorou para ficar pronto, Alice voltou até o hospital calada. 24 horas se passaram e o estado dele era o mesmo, ela dormia no colo de sua melhor amiga, quando uma enfermeira a acordou.
- Eu preciso que você me acompanhe, moça. Nós já ligamos para os pais dele, eles estão à caminho, mas preciso que você venha comigo, porque é a única pessoa da família aqui.
Os pais deles a menos de 30 minutos haviam ido em casa tomar um banho, para logo voltarem ao hospital. À medida que Alice acompanhava a enfermeira, ela tremia, tremia cada vez mais, até que chegou em frente ao lugar onde Taylor estava. Mas Taylor não estava mais lá, acama estava vazia. O desespero tomou conta da garota, que tentava não demonstrar. Ela teve que ir sozinha, só ela podia acompanhar a enfermeira, ela se sentiu desesperada, por um momento fechou os olhos, sentiu a presença dele, sentiu como se o medo estivesse ido embora, em seguida a enfermeira falou.
- Ele acordou, nós nunca tínhamos visto isso. Ele está bem, na medida do possível, não pode falar muito, mas está agitado, e quer falar com a Lili. Por favor, não demore, ele não pode sofrer emoções fortes, a recuperação vai ser lenta, mas ele não corre mais risco de vida.
Alice entrou no quarto que seu amado estava, apenas o olhou, ela chorava, chorava muito.
- Eu prometi nunca te abandonar, me espera? – ele falou com dificuldade. - Eu prometi sempre te esperar.
Ela o abraçou, com cuidado, deu nele um selinho e teve certeza que aquele era apenas o primeiro dia do resto da sua vida. Primeiro dia dos dias mais felizes da sua vida... Dias que ela passaria ao lado do seu grande amor

FIM
Gostaram? Não esqueçam de comentar. Bjos Jeh


10 comments:

  1. Amazing! I'm crying... Beautiful! Congratulations!

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  2. Que lindo!!!! Outra Jess no blog isso é ótimo! eu nem sabia que tinha outra
    menina eu pensei que fosse só a Sabrina. Eu adorei essa fanfic, me
    emocionou bastante! eu pensei de verdade que ele fosse morrer e ela
    ficar sozinha tava chorando já mais adorei quando ele sobreviveu.. Amei!

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    Replies
    1. Obrigada, espero que goste das próximas que irei postar! <3

      Delete
  3. Achei lindo Jessy de verdade!! Parabéns!

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