Saturday, 28 September 2013

Garota Do Ginásio

Garota Do Ginásio
Autora: Saby Gomes
#1
Taylor
Eu estava perdido. Eu fui um completo idiota. Há quatro noites, eu traí minha namorada, eu traí a menina que eu amo! E isso foi por um simples capricho de homem, ela era virgem e precisava de tempo. Mas eu não consegue esperar, e o que eu fiz? Fui pra uma festa e bebi até não ser responsável por mim mesmo, e depois procurei meu prazer na cama de uma loira fingida qualquer. Não passou disso... Não significou absolutamente nada. Mas não era isso que Penélope achava. E ela estava certa, eu fui um completo idiota, e acho que se não fosse a pressão da sua melhor amiga, Melanie, que viu tudo, eu não teria sido homem o suficiente pra contar à Pen. Eu me arrependo tanto, ela é a mulher da minha vida, ela é aquela ao qual eu quero viver até envelhecer, eu estraguei tudo. Eu contei à ela um dia depois do ocorrido, e agora o cheiro da sua pele grudado no meu travesseiro trazia a tona as melhores lembranças que então invadiram minha mente traiçoeira, me deixando inebriado e cheio de saudade. Com um grande peso na consciência me lembrei de seu rosto, e lentamente fechei os olhos logo deixando escapar um sorriso besta quando me lembrei das vezes que ela vinha aqui em casa e tentava  fazer um simples Espaguete, o que nos rendia grandes risadas, pois ela sempre deixava queimar e depois tínhamos que pedir comida, esse não era o forte da minha princesa. Ela não respondia as minhas mensagens, nem me atendia. Acho que eu deveria lhe dar um tempo. Devia... Porém não conseguia. Eu nunca conseguiria deixar minha garota, se eu tivesse outra chance, eu não a deixaria escapar. Me levantei da cama, e fui beber um copo de água, e a cada passo eu ficava mais agoniado, tudo naquela casa os objetos, os móveis, tudo me fazia lembrar a Pen, mas eu não podia dizer que iria esquece-la. Eu precisava lembrar dela a cada minuto, senão segundos. Eu precisava sentir em triplo o que ela sentiu, porque a imagem dos olhos tristes e marejados dela quando contei da minha infidelidade passavam como se estivessem em replay automático, pelos meus olhos. Eu deveria sentir nojo de mim. Penélope sempre foi muito pra mim. Eu devia ter ido atrás dela aquele dia, quando ela saio aos prantos... Uma angústia se formou em meu peito e eu resolve esfriar a cabeça. Peguei meu celular e sai de casa, estava quase escuro, estava um frio bom, andei sem rumo até perceber que estava pegando o caminho da casa de Pen, e em questão de minutos me vi na frente de sua casa. Resolve arriscar e toquei a campainha, alguns minutos depois a mãe de Penélope abre a porta, e me dirige um sorriso cordial. Estranho, essa não é a parte que ela me da uma tapa na cara e diz pra mim ir embora, e eu respondo “Não” e ela chama o pai da Pen pra me dar uma surra? Não! Estranho até demais.
-Oi Taylor, onde estar Pen? No carro? –Ela falou tentando olhar sobre os meus ombros, e eu me concentrei em busca uma lasquinha se quer de ironia ou deboche em suas palavras. Não encontrei. Desmanchei o sorriso, e olhei-a confuso, esperando que ela me dissesse ser brincadeira. O que não aconteceu, ela logo chamou o pai de Penélope.
-Euler você não disse que Melanie ligou avisando que a Pen iria viajar com ela e Taylor? –Como? Mel esta ficando louca? Eu nunca disse isso! Eu nem se quer sai de casa. Euler assentiu e olhou pra mim.
-Eu não sai de casa por quatro dias Sr. Euler. Nem vi ou falei com Penélope. –A mãe de Pen olhou aflita para Euler, e ele contraio o semblante. Eu entrei pois não iriamos conversa sobre um assunto daqueles na rua. A preocupação me atingiu, e eu comecei a me sentir culpado. E se acontecesse algo com a minha garota? O que eu faria? Euler ligou para a Pen e ela não atendeu, então ele ligou pra Mel, percebe que a mãe de Pen me fitava, como se quisesse fazer perguntas, mas aquele não era o momento certo, eu estava preocupado. Mel atendeu e Euler colocou no alto-falante:
-Se... Oi senhor Euler! –Ele fez sinal pra que eu ficasse calado, e eu assenti.
-Então querida como vão as coisas por ai? E o Taylor esta por perto? –Ele é esperto. Ouvimos um grito fino e agudo. Era Penélope. O medo percorreu como correntes elétricas pelo meu corpo.
-O que foi isso? –Euler voltou a falar enquanto ouvíamos passos de pessoas correndo ou sussurrando algo que não conseguimos compreender.
-Taylor deu um susto na Pen... Só isso. – “Me solta seu psicopata, eu quero sair desse ginásio agora, a diretora vai te expulsar ” ouvimos Penélope gritar mais uma vez e nos entreolhamos, mas ouvimos um baque e quando percebe que Mel tinha desligado o celular na nossa cara, eu já estava saindo em direção ao colégio que eu ,Pen e Mel estudávamos. Somente escutando um “Liga pra policial Euler!” da mãe da Pen.
Penélope
Eu já tinha levado milhares de tapas, eu e minha melhor amiga estamos ferradas. Depois de Taylor me dizer que tinha sido infiel eu não aguentei olhar na cara dele. Sai da sua casa arrasada. Fui andando lentamente, alheia do mundo lá fora, e foi assim que ele me pegou. Paul Shear, um garoto que pinta a unha de preto e escuta metálica, nenhum preconceito. Ele sente raiva de mim desde que eu e Melanie demos um fora nele e no seu amigo Peter. Mas nós duas não éramos as únicas naquele ginásio, haviam os garotos que zoavam eles, haviam as meninas do teatro, e três lideres de torcida que não estavam mais vivas. Eu estava com medo, ele pretendia matar uma de cada vez, uma ou um por dia, eles eram loucos. Nós estávamos no período de férias, mas mesmo assim sempre tem alguém que faz a vigilância do colégio, porém eu logo entende o motivo, pelo que eu ouvi, a diretora cancelou a segurança e logo foi morta também.
-O que você ganha com isso Paul? –Ele estava passando a faca no rostinho angelical de uma da meninas do teatro, mas quando eu falei ele direcionou seu olhar pra mim.
-Eu vejo você sofrer assim como eu sofri quando você não quis me beijar nesse mesmo ginásio sabia? –Ele arrastou a faca do nariz até a bochecha da menina, fazendo pressão, ela soltou um gemido de dor e eu pude ver uma linha de sangue surgindo.
-Não é e nunca vai ser uma escolha sua! –Mel sussurrou pra mim calar a boca, mas já era tarde demais. Ele se levantou e veio em minha direção, me deu um tapa no rosto que ficou ardendo. Eu só queria a proteção de Taylor agora, queria os seus beijos, seus abraços. Eu o amava. Ouvi a risadinha maliciosa de Peter assim que Paul resolveu subir em cima de mim e começou a beijar meu pescoço. Nojo. Eu me sentia a ponto de vomitar. Ouvimos um som alto como uma porta arrombada, e Paul olhou pra Peter, que sibilou um “Eu resolvo isso!”. Depois que Peter saiu, o nojento do Paul começou a subir minha blusa, e quanto mas eu o mandava parar, mas ele passava a mão em mim.
-Solta ela seu idiota! –Mel falou com a voz esganiçada.
-Calma gracinha, daqui a pouco chega sua vez... É só Peter volt...
-Eu faria o que Melanie disse, ela costuma ser bem vingativa quando se trata da Penélope! –Paul não teve tempo nem de pensar em pegar a arma porque assim que ele se levantou, Taylor o acertou com um soco, depois o chutou entre as partes íntimas, o que o fez se contorcer, ele realmente podia fazer mal ao Taylor, e isso me deixava com medo, lentamente eu fui para o lado de Mel e ficamos ali abraçadas. Ele começaram uma luta sem fim, até que num momento de distração, Paul derruba Tay no chão e o esmurra até ficar quase inconsciente, quando eu pensei em fazer algo, ele já estava puxando meu braço, e Mel me segurou, mas logo me soltou quando ele apontou uma arma para a minha cabeça. Eu não tinha uma sensação boa, ele me jogou no chão e se afastou, ainda pude ver ele dando um risinho de deboche na direção de Mel, enquanto carregava a arma. Taylor ainda estava deitado no chão. Do canto do olho pude ver Mel se levantando, enquanto Paul se posicionava a minha frente e apontava a arma na direção da minha cabeça. Eu não iria reagir, se esse fosse o meu destino, eu o aceitaria. Fechei os olhos e esperei. Um, dois, três tiros... Eu morri? Abri os olhos lentamente e logo me arrepende quando vi o corpo inerte de Mel no chão todo ensanguentado, lágrimas vieram, e eu não consegue controlar o choro, fui pra perto do corpo de Mel e coloquei sua cabeça em meu colo, ela estava com os olhos abertos, sem pulsação. Minha melhor amiga estava morta!
-Que gesto lindo da Mel... Dar a vida pela melhor amiga. –Ele tinha um tom de voz completamente insano –Não se preocupe pequena Pen, você logo se juntará a ela! –Apontou a arma em minha direção. Antes de Paul apertar o gatilho, Taylor o agarrou e deu uma chave de braço nele, eu estava alheia a tudo, eu não conseguia parar de olhar pra os olhos sem vida da Mel, ela deu a vida por mim. Fechei seus olhos e beijei sua testa.
-Encontre a paz minha amiga! –Sussurrei ainda atordoada –Eu te amo, Mel! Durma com os anjos. –Lágrimas desciam sem parar por meu rosto.
Paul jogou Taylor no chão e apontou a arma pra ele, porém antes de ele conseguir algo, seu corpo sem vida caio ao chão, a policia tinha chegado, e devido as circunstâncias tiveram que atirar nele. A bala atravessou seu crânio.
[...]
Um mês. Há um mês eu não saia de casa, não comia direito, não dormia direito e nem atendia ninguém que me ligasse. Mas ai a Lindsey, uma das minhas amigas, me convenceu a ir ao cinema. Ela tinha razão quando disse que a Mel me bateria se me visse no estado que eu me encontrava. Eu também não tinha agradecido Taylor, apenas tinha explicado, que Mel foi obrigada a ligar para os meus pais e dizer que estávamos viajando, e dizer que Taylor estava conosco foi um gesto sapeca e esperto, pois ai quando Taylor dissesse que não viajou pra canto nenhum, iam desconfiar. Pena que esse plano não segurou a vida dela. Ouvi uma buzina e desci as escadas. Entrei no carro da Lindsey e ela sorriu pra mim, o que infelizmente eu não corresponde. Escolhemos o filme e entramos... estava somente eu e ela. Ela estava feliz demais, até que o fil... Não era o filme, eram imagens, minha com Taylor. Fotos marcantes, de dias especiais. Eu comecei a chorar e no fim apareceu um “Eu fui um idiota... Mas que ro que saiba que eu te amo! Muito! Você é a mulher da minha vida, Pen. Quer casar comigo?” minha vista já estava toda embaçada pelas lágrimas. Taylor estava em pé em cima de uma cadeira, e sorriu pra mim, eu me levantei, ele sussurrou um “Me perdoa?” e eu assenti. Ele sorriu e colocou a mão no bolço, tirou uma caixinha preta e a abriu, revelando um anel lindo, meigo. Mel ia amar ele. Ele desceu da cadeira e se ajoelhou, perguntando em voz alta:
-Você quer casar comigo? –Um brilho surgiu em seus olhos, e pra mim aquele momento, era como se só eu e ele existisse no mundo.
-Mas é claro que sim! –Ele sorriu idiotamente e colocou o anel em meu dedo, logo se levantou e me puxou pela cintura, as pessoas ao nosso redor, bateram palmas e assoviaram quando Tay colou nossos lábios. Aquele beijo foi diferente dos outros, ele tinha algo a mais. Aquela boca macia e deliciosa, Tay logo pediu passagem pra língua e eu concede, me arrepiando com o seu toque...
-Eu te amo muito, Tay! –Falei ofegante assim que quebramos o beijo, ele encostou sua testa na minha e beijo a pontinha do meu nariz sorrindo logo em seguida.
-Eu te amo muito mais, garota do ginásio!

FIM

Nota da autora: Haha eu amei escrever essa Oneshot. Me emocionei muito. Espero que gostem!!! Haha não esqueçam de comentar!

3 comments:

  1. Beautiful! Beautiful! Congratulations Saby!!!!!!!!!!

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  2. Que lindo Saby... Eu fiquei realmente emocionada lendo... Você é muito boa!

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