quinta-feira, 25 de julho de 2013

Selvagens - 131° ao 140° Capítulo


Selvagens (Savages)

Don Winslow




131

Nisso ele tem razão, então Chon e Ben vão para o estande de tiro.
Chon vai ao estande o tempo todo não por estar se preparando para a revolução ou a Reconquista, não porque tenha sonhos eróticos fálicos sobre proteger lar e família de ventanistas ou da invasão de casas. É impossível não amar esse lance de “invasão de casas” achamos que seriam os mexicanos, mas no final foi a especulação imobiliária.
Chon gosta de atirar.
Ele gosta de sentir o metal na mão, o impacto, o recuo, a precisão da química, da física e da engenharia aliadas à coordenação mão-olho. Para não mencionar poder — disparar uma arma projeta sua vontade pessoal através de tempo e espaço em um átimo. Eu quero atingir aquilo, e aquilo é atingido. Da sua mente direto para o mundo físico. Sabe suas apresentações de PowerPoint?
Você pode passar 50 mil anos praticando meditação ou pode comprar uma arma.
No estande de tiro você cria um furinho preciso em um pedaço de papel — a entrada seca, mas não o descuidado ferimento de saída — e é profundamente gratificante. De qualquer forma, Chon gosta de armas de fogo, são as ferramentas do seu negócio.
(A distinção, antropologicamente falando, entre uma “ferramenta” e uma “arma” é que a primeira é usada em objetos inanimados, e a segunda em objetos animados, se é que você compreende o conceito de “objetos” animados.)
Ben nem tanto, pois foi ensinado a odiar armas
E donos de armas.
Os quais, na casa liberal de Ben, eram objeto de desprezo. Idiotas caipiras atávicos e malucos de direita. Seus pais balançavam a cabeça e davam risinhos melancólicos à visão do velho adesivo Você só vai tomar minha arma quando a arrancar de minhas mãos mortas. Que triste, que triste, quão atrasado. Armas não matam pessoas, pessoas matam pessoas. (Armas matam pessoas sim, diz Chon — é para isso que elas existem, porra.) Sim, pessoas com armas, diria o pai de Ben.
De qualquer forma, Ben é não violento por natureza.


132

— Impossível — Chon argumentou com ele certa vez. — Somos violentos por natureza, não violentos por treinamento.
— Exatamente o contrário — contestou Ben. — Somos socialmente condicionados à violência.
— Veja os chimpanzés.
— O que tem eles?
— Nós partilhamos 97 por cento do nosso DNA com os chimpanzés, e eles são cretininhos violentos que matam uns aos outros — disse Chon. — Você não pode me dizer que eles são socialmente condicionados a isso.
— Está dizendo que somos chimpanzés?
— Está dizendo que não somos?
Claro que somos chimpanzés.
Somos chimpanzés com armas.
Chon se lembra de um velho ditado que diz que, se você deixar um número suficiente de chimpanzés em uma sala com máquinas de escrever suficientes, eles acabarão produzindo Romeu e Julieta, e fica pensando se a mesma teoria vale para as armas. Se você deixar um número suficiente de chimpanzés em uma sala com MAC-10s suficientes, será que todos acabarão atirando uns nos outros?
Tudo de que você precisa é um chimpanzé interessado no futuro. Uma única Chita sociopata com curiosidade suficiente, cérebro e fúria interior para apontar a arma e puxar o gatilho, e começou, cara. Macaco vê, macaco faz — chumbo e pedaços de Bonzo estariam ricocheteando naquelas paredes até que o último chimpanzé de pé (previsivelmente) estivesse mortalmente ferido.
Chon fica se perguntando se Deus (supondo-se um fato não comprovado) algum dia pensou: Hmmmm, se você deixar humanos em número suficiente em um planeta com o átomo, será que eles… Claro que sim, porra, Chon sabe, claro que faremos, porra, nós jogamos aviões contra prédios intencionalmente em nome de Deus. (Bem, não exatamente em nome de “Deus”, mas…)
Enfim, enfim, que seja assim.


133

Chon leva Ben para o estande de tiro.
Que hoje, como de hábito, está cheio de tipos policiais, tipos militares e mulheres, algumas das quais são tipos policiais ou militares.
As mulheres de Orange County adoram disparar essas armas, cara. Talvez Freud tivesse razão, quem sabe, mas elas estão lá com seus brincos (tiraram para colocar os protetores de ouvido), suas joias, sua maquiagem e seu perfume mandando ver em possíveis ventanistas, invasores de casas, estupradores e maridos, ex-maridos, namorados, amantes, pais, padrastos, patrões, empregados que não a respeitam…
É uma velha piada que nos estandes de tiro as mulheres não apontam na cabeça, mas na virilha, que elas não miram no centro do alvo, mas no meio das pernas, até que os instrutores simplesmente desistem e as ensinam a apontar para os joelhos, porque a pistola vai subir tanto que elas apanharão namorado/maridinho/papai/ex-namorado/ex-maridinho direto na pica.
Veja O., por exemplo.
Chon a levou ao estande de tiro um dia para rir um pouco.
A garota sabia atirar.
Talento nato.
(Já mencionamos que O. gosta de ferramentas poderosas, não?)
Ela disparou seis tiros — dois de cada vez, como Chon a orientou —, cada um deles em pontos fatais do alvo. Baixou a arma e disse:
— Acho que gozei um pouquinho.
Agora Chon dá uma pistola a Ben.
— É só apontar e atirar — diz Chon a ele. — Não pense demais.
Porque Ben pensa demais em tudo. Chon se surpreende que o garoto consiga mijar sem sucumbir a uma paralisia mental. (Seria melhor tirar o pau da calça com a mão direita ou a esquerda? Será que a escolha da mão esquerda teria uma relação inconsciente com o conceito de “sinistro”, em oposição ao fato de a minha mão direita parecer “destra”, e por que a urina está escorrendo pela minha perna?)
E de fato Ben está olhando para a silhueta do alvo e pensando se não haverá estandes de tiro negros em que o alvo seja uma figura branca sobre um fundo preto, um ameaçador membro da KKK surgindo na noite do Mississippi. Provavelmente não. Não em Orange County (que protege com zelo seus direitos da Segunda Emenda), onde devem simplesmente colocar um sombreiro nos alvos e detonar todos eles.
Toma essa, Pancho. E essa, e essa.
Ben odeia isso, sente-se totalmente deslocado naquela pervertida caixa de areia neofascista, focado na silhueta preta, embora desracializada, que o olha ameaçadoramente enquanto Chon diz alguma coisa sobre…
— Aponte e dispare duas vezes.
— Duas vezes.
Chon anui.
— Sua coordenação olho-mão se corrige automaticamente para o segundo tiro.
— Para que parte eu devo apontar? — ele pergunta a Chon.
— Apenas acerte essa porcaria — responde Chon. À distância que eles provavelmente estão imaginando, isso não vai fazer diferença, e de qualquer forma o choque hidrostático dá conta do serviço. A bala, ao atingir o sujeito, cria uma parede de sangue que chega ao coração como um tsunami — recepção.
Ben aponta e dispara.
Duas vezes.
Bang bang.
Não acerta parte nenhuma da silhueta.
Duas vezes.
Seria exigir demais para a correção automática.
— Você vai ter que melhorar nisso — diz Chon.
Relembrando o que seus instrutores dos Seals disseram:
Quanto mais suor no campo de treinamento…
… menos sangue no campo de batalha.


134

Bem, pensa O.
Pelo menos eu consegui o meu próprio reality show
Ela ergue os olhos para a câmera de vídeo montada no alto da parede, que a monitora 24 por dia, sete dias por semana.
A sinopse do episódio no site da MTV:
O. é dopada
O. é sequestrada
O. é ameaçada de decapitação (ou talvez O. encontra Jason)
O. é mantida refém
Típico de primeira temporada.
Então ela define o gancho do fim da temporada —
Será que O. vai sobreviver, ou O. será
Eliminada?


135

Esteban está intrigado com a garota.
Mas é claro que ele está, você acha o quê?
Gata anglo, guera, guapa, e aquelas tatuagens descendo pelo braço? Sereia e tudo o mais? E aqueles olhos azuis?
Ela é uma bruja, uma bruxa, uma feiticeira.
Não, não entenda mal. Esteban não está apaixonado por ela. Será que o pau dele iria gostar dela? Claro — paus têm cabeças próprias. Mas ele está apaixonado por Lourdes, é fiel a ela e à sua barrigona.
Mas ele não pode vê-la.
Pode ligar para ela, mas agora Lado o quer ali, tomando conta da refém guera.
Levando refeições, vigiando, garantindo que não fuja. Lado ia cortar a cabeça da garota; Esteban está bem contente por isso não ter acontecido.
Não sabe como teria reagido, ainda está tentando tirar aquela outra coisa da cabeça, aquele lance do advogado, se contorcendo no chão, implorando, chorando.
Esteban ainda pode ver a própria mão puxando o gatilho, os miolos e os cabelos do advogado saindo pela nuca — ele ainda tem vontade de chorar toda vez que pensa nisso, ou seja, toda hora.
Então ele realmente torce para que Lado não queira que ele faça algo com aquela garota.
Ela parece legal.
Loca, mas legal.


136

A própria Elena está um tanto intrigada com O.
Às vezes ela se senta ao computador, liga a câmera e a observa.
A garota tem uma clara noção de estilo, embora estranha. Muito pessoal, ousada demais, a tatuagem é bizarra, mas é preciso admirar a coragem, a independência.
Elena realmente espera não ter que matá-la.


137

A opção um é Entrar no Jogo e Obedecer, então…
A primeira reunião de Ben com seus novos empregadores acontece em uma sala do Surf & Sand; caro, mas ainda assim mais barato que o Montage.
Alex e Jaime chegam acompanhados por napalm.
Ou seja, o cheiro da vitória.
Realizados, enfastiados, doentios e ofensivos.
Chegam acompanhados de algo mais: um mexicano de meia-idade que apresentam não pelo nome, mas como o Homem, o CEO do CB em OC.
Ben lamenta Chon não estar lá, pois ele iria adorar aquilo.
O CEOCBOC não diz nada, apenas olha para Ben enquanto A&J explicam que tudo o que estão prestes a contar vem diretamente do CEOCBOC, cujo par de olhos é o mais frio que Ben já viu sem ser em um vídeo de refém.
Especificamente aquele estrelado por O.
E por esse cara, que Ben identifica como o Sr. Motosserra.
Eles explicam a Ben que:
Ele vai lhes fornecer a localização de suas estufas e
Vai avisá-los, por intermédio de Alex, quando uma safra estiver pronta, momento este em que
O CB enviará uma equipe para buscá-la, com
O pagamento acordado, e nesse meio-tempo
Ben deveria começar a entrar em contato com seus clientes de modo a apresentar-lhes as mudanças e a garantir que se adaptem à nova ordem das coisas e
Caso Ben tenha algum problema deverá entrar em contato com
Alex ou Jaime, mas eles esperam sinceramente que Ben não tenha nenhum problema, e que
O CB não tenha nenhum problema com Ben, mas, caso tenha, Jaime ou Alex irão procurá-lo, e o problema será rapidamente resolvido, ou
Ele verá novamente o Sr. Motosserra, que irá resolver o problema, matando O.
Ben entende?
Ben entende: Ben é objetivo da prisão de amor repetidamente por três anos ou por 20 milhões de dólares. Ele dá a eles a localização de uma casa com estufa cuja colheita está prevista para daqui a dois dias.
Isso deve lhe dar tempo para planejar algo.


138

Uma sentença de três anos
O. contempla
A não ser que seus rapazes apareçam com o Monet.
(O. foi reprovada duas vezes em história da arte, em parte por sua incapacidade de diferenciar Monet de Manet, em parte por sua incapacidade de ir às aulas.) Mas ela consegue diferenciar money de Monet, o suficiente para saber que 20 milhões é muito de ambos, e, embora seus rapazes não fossem hesitar em abrir mão desse valor caso o tivessem, ela acha que eles não o têm.
Ainda não.
Então ela vai cumprir algum tempo dessa sentença.
Durante um breve mas interessante período de sua curta vida, O. teve uma queda por Filmes de Penitenciária Feminina. Ela e Ash costumavam se sentar para assistir a vídeos antigos. Chained Heat, Canned Heat, Chained Canned Heat. Sempre havia uma gatinha que era trancada com um bando de fanchonas hardcore, um carcereiro ou uma carcereira hostil e uma prisioneira mais gentil e mais velha que fazia a figura materna, e O. e Ash gozavam com o pornô lésbico light. O que elas mais gostavam de fazer era tirar o som e criar os diálogos.
Então ela acha que sabe um pouco sobre cumprir sentenças.
Ao menos eles tiraram a venda. Colocaram-na em um quarto com uma cama, uma cadeira, um banheiro anexo com vaso, pia e chuveiro. Há uma janela, mas eles a cobriram, impedindo-a de dar uma olhada e tentar adivinhar que porra de lugar é esse em que ela está.
E, claro, a única porta é trancada por fora.
Três vezes por dia aquele mexicano gentil e tímido entra com uma refeição numa bandeja. O. perguntou, mas o garoto não disse seu nome.
O café da manhã é sempre um pãozinho com manteiga e geleia de morango.
O almoço é um sanduíche de manteiga de amendoim e geleia.
O jantar é alguma coisa de micro-ondas.
Isso não vai dar certo.
Não durante três malditos anos, caso chegue a esse ponto.
Para começar, a repetição do vídeo a está deixando maluca.
Depois, quando o vídeo não está passando, ela morre de tédio.
Então…
Ela começa a levar a cabeça para fazer uns pequenos passeios lá fora.


139

Mais tarde naquela noite Ben e Chon estão sentados no escritório da Brooks Street vendo Jeff e Craig fazer o vodu de computador.
Jeff, de bermuda de praia e camiseta, recosta-se na cadeira com o laptop no colo e os pés descalços sobre a mesa. Dá um tapa em um baseado e olha para a tela enquanto Craig fala com Dennis pelo headset.
Craig está vestido formalmente para a ocasião: jeans, tênis e uma camisa com mangas. Ele coloca a mão sobre o microfone, sorri e diz:
— Seu garoto está nervoso.
— Você consegue passar pelo firewall da DEA? — pergunta Ben.
Craig revira os olhos. Jeff sorri e diz:
— A gente conhece os caras que criaram o software. Gente fina, mas…
— Estamos com ele — diz Craig.
Ele gira a cadeira para que Ben possa ver a tela.
— Agora é moleza — diz ele ao telefone. — Estou vendo o mesmo que você.
Ele começa a falar a língua dos geeks: combinações de números e letras, “alt” isso, “enter” aquilo. De tempos em tempos imita um sotaque indiano, porque acha engraçado. (“Só estou tentando melhorar o clima.”) Não é. Uns vinte minutos depois Craig diz ao telefone:
— Certo, aperte o botão e você me passa o joystick.
Dennis faz isso.
— Agora é a Amazon — diz Jeff a Ben. — Boas compras.


140

O. cria uma nova persona para si mesma.
Heroína trágica.
Em oposição à namorada tragicamente ligada em heroína, uma fantasia anterior envolvendo o vício não existente de Chon.
Mas é legal estar no centro do palco, ou centro do cadafalso, desde que a coisa não aconteça de verdade, em vez de ser a companheira que apoia os protagonistas, e esse personagem você já viu em alguns milhares de filmes e programas de TV.
Então ela usa como modelo Mulheres Famosas que Foram Decapitadas ou, mais precisamente, Mulheres Famosas Por Terem Sido Decapitadas, porque, tipo, nenhuma dessas moçoilas teria sido sequer mencionada não fossem suas saídas de cena espetaculares.
O. consulta a história para isso.
O. que é trabalhoso, porque ela nunca leu nada de verdade. Todo o seu estudo para esse papel vem de séries de TV, as quais ela já viu muitas.
Enfim: ela faz uma relação (mental):
Maria Antonieta, claro.
Boas roupas — a garota sabia fazer compras. Solte MA no South Coast Plaza ou em Fashion Valley e você vai ver que ela arrasa.
O. conhece Maria (elas se tratam com intimidade agora, dada a experiência que têm em comum) basicamente do filme com a Kirsten Dunst. O filme tinha umas músicas muito legais — New Order, The Cure, Siouxsie and the Banshees —, e Maria se casou aos 14 anos e não conseguiu fazer com que o marido a comesse até finalmente explicar a ele que era como uma chave entrando numa fechadura, o que aparentemente o entusiasmou. Mas então ela se meteu em muitos problemas por comer muitos doces e dar festas, algo com que O. se identifica, porque Rupa nunca aprovou nada disso. O filme na verdade não chega a mostrar Maria perdendo a cabeça, mas O. se lembra de algo desse acontecimento da aula de história no ensino médio, e também de algo relacionado à garota dizendo “Que comam brioches” — coisa que, sabe, seria algo legal de se fazer, mas nunca se sabe o que vai irritar os franceses.
Então tem a Maria, e também a Ana Bolena, que O. conhece da série de TV e de um filme sobre a irmã dela. Aparentemente a garota era uma piranha. Deu para um monte de caras, inclusive o próprio irmão, talvez. O. não usa esse lance de ser piranha contra ela — O. também já deu para muitos caras, e nunca teve um irmão (uma gravidez já era demais para Rupa, muito obrigada. Ela deu uma saidinha para ligar as trompas depois de O.), então quem sabe?
De qualquer forma, a garota da série era muito gata. Um corpinho felino, e ela era, tipo, devassa, e O. e Ash se ligaram muito nela e muito no cara que interpretava Henrique VIII, então quando eles se pegaram foi Ai Meu Deus. Mas então o VIII se cansou dela e ela não conseguiu gerar um menino, e eles a condenaram à morte por dar para o irmão e para algum outro cara, e ela saiu da Torre parecendo toda pudica e tal e se ajoelhou diante do cepo e esticou os braços, e seu pescoço era lindo e elegante, mas no que diz respeito a belos pescoços o troféu tem que ir para Natalie Portman, que interpretou Ana no filme, e Ana era uma senhora provocadora. Uma arte que O. nunca dominou, mas na verdade nunca tentou, porque ela realmente gosta muito de paus, então por que fingir que não gosta?
Então tem Maria Antonieta e Ana Bolena.
Tinha uma Catarina alguma coisa, mas isso na quarta temporada, que ainda não passou, então O. não sabe nada sobre ela.
E tinha Lady Jane Grey, interpretada naquele filme antigo por aquela mulher que fez também os filmes de Harry Potter, e ela foi rainha por apenas nove dias, o que é brochante, e O. não consegue lembrar por que eles cortaram sua cabeça, só lembra que cortaram.
Maria, Rainha da Escócia.
O. tem certeza de que ela foi decapitada, porque leu alguma coisa sobre Scarlett Johansson estrelar o filme, mas algo aconteceu e acabaram não filmando nada, coisa que O. acha um erro, porque um monte de gatas despeitadas, ela incluída, pagaria alegremente 10 pratas para ver Scarlett ter sua cabeça cortada.
O. decide ficar com Maria Antonieta.
Que comam brioches.

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