Tuesday, 28 May 2013

Uma Princesa de Marte - 22° Capítulo

Capítulo 22 - MEU ENCONTRO COM DEJAH


O mordomo a quem me reportei havia recebido instruções para me posicionar perto do jeddak porque, em tempos de guerra, sempre há o risco de assassinato. A regra de que na guerra tudo vale parece resumir todo o valor ético dos conflitos marcianos. Assim, ele me acompanhou ao apartamento ocupado por Than Kosis naquele momento. O regente estava tendo uma conversa com seu filho, Sab Than, e vários cortesãos de sua
casa, e não notou minha presença. As paredes do apartamento eram completamente cobertas por esplêndidas tapeçarias que escondiam quaisquer janelas ou portas que pudessem estar por trás delas. O cômodo era iluminado por raios de sol aprisionados entre o telhado propriamente dito e o que aparentava ser um teto falso de vidro opaco, alguns centímetros abaixo. Meu guia afastou uma das tapeçarias para o lado, revelando uma passagem que circundava o cômodo entre os itens pendurados e as paredes da câmara. Eu deveria ficar dentro dessa passagem, disse ele, enquanto Than Kosis estivesse no apartamento. Quando ele saísse, eu deveria segui-lo. Minha única tarefa era guardar o regente e me manter escondido o máximo possível. Eu seria rendido após um período de quatro horas. Após isso, o mordomo se foi. As tapeçarias eram de uma trama estranha que lhes davam a aparência de uma pesada solidez de um lado, mas de onde eu me escondia, podia observar tudo o que acontecia no quarto como se não houvesse nenhuma barreira se interpondo.
Mal eu havia tomado meu posto e a tapeçaria do lado oposto da câmara se abriu, dando passagem a quatro soldados da guarda que cercavam uma figura feminina. Ao se aproximarem de Than Kosis, os soldados se separaram para os lados e ali, parada diante do jeddak - e a menos de três metros de mim -, estava a face sorridente e radiante de Dejah Thoris. Sab Than, príncipe de Zodanga, se adiantou para encontrá-la e, de mãos dadas, vieram para perto do jeddak.
Than Kosis olhou para cima, surpreso e, levantando-se, a saudou. A que estranha anomalia devo esta visita da princesa de Helium que, há dois dias, em uma rara consideração à minha vaidade, me assegurou que preferiria Tal Hajus, o thark verde, a meu filho?
Dejah Thoris apenas sorriu e, com suas covinhas ardilosas ladeando os cantos de sua boca, lhe dirigiu sua resposta: Em Barsoom, desde o início dos tempos, tem sido uma prerrogativa feminina mudar de idéia e fingir sobre os assuntos do coração. Por isso deve me perdoar, Than Kosis, como seu filho o fez. Dois dias atrás eu não tinha certeza de seu amor por mim, mas agora tenho e venho implorar que esqueça minhas duras palavras. Aceite a promessa da princesa de Helium de que, quando for chegada a hora, ela se casará com Sab Than, príncipe de Zodanga.
Fico feliz que tenha decidido assim - replicou Than Kosis.
Está longe de meus desejos guerrear contra o povo de Helium. Sua promessa deve ser registrada e uma proclamação ao meu povo deve ser anunciada imediatamente.
Seria melhor, Than Kosis - interrompeu Dejah Thoris -, que a proclamação esperasse até o fim dessa guerra. Soaria muito estranho para o meu povo e o seu se a princesa de Helium se entregasse ao inimigo de seu país em meio às hostilidades.
E não se pode terminar a guerra agora? - disse Sab Than.
É preciso somente a palavra de Than Kosis para que seja feita a paz. Diga, meu pai, diga a palavra que me trará alegria e um fim para esse conflito que descontenta o povo.
-Veremos como o povo de Helium lidará com a paz - replicou Than Kosis. - Garanto que oferecerei isso a eles.
Dejah Thoris, após algumas poucas palavras, voltou-se e deixou o apartamento, ainda seguida por seus guardas. Então, como um castelo de areia, meu breve sonho de felicidade desmoronou, arrebatado pela onda da realidade. A mulher pela qual eu havia oferecido minha vida, e de cujos lábios ouvira recentemente uma declaração de amor, facilmente se esquecera de minha existência e, sorridente, havia se entregado ao filho do inimigo mais odiado por seu povo. Embora eu mesmo tivesse ouvido tudo isso, era impossível acreditar. Precisava encontrar seus aposentos e, a sós, forçá- la a repetir a verdade cruel para que eu me convencesse. Assim, desertei meu posto e corri pela passagem por trás das tapeçarias em direção à porta pela qual ela havia deixado a câmara. Deslizando silenciosamente por entre essa abertura, descobri um labirinto de corredores tortuosos se bifurcando e se espalhando em todas as direções.
Correndo rapidamente por um deles, e depois por outro, logo me vi desesperadamente perdido. Ao ouvir vozes perto de mim, parei ofegante contra uma parede lateral. Aparentemente, elas estavam vindo do lado oposto da divisória contra a qual eu me apoiava e, imediatamente, reconheci a voz de Dejah Thoris. Eu não podia entender as palavras, mas sabia que não estava enganado quanto à sua voz. Alguns passos adiante, encontrei outra passagem no final da qual havia uma porta. Andando decididamente até ela, adentrei o recinto e me vi em uma pequena antecâmara na qual estavam os quatro guardas que a acompanhavam. Um deles se levantou instantaneamente e me interpelou, perguntando o propósito de minha presença.
Venho em nome de Than Kosis - respondi e desejo falar em particular com Dejah Thoris, princesa de Helium.
Qual é a sua ordem? - perguntou o indivíduo.
Eu não sabia do que ele estava falando, mas respondi que era membro da guarda e, sem esperar sua resposta, andei a passos largos na direção da porta oposta da antecâmara, por trás da qual podia ouvir Dejah Thoris conversando. Mas minha entrada não seria realizada facilmente.
O guarda se colocou em meu caminho dizendo: Ninguém vem em nome de Than Kosis sem trazer uma ordem ou uma senha. Você deve informar uma ou outra antes que possa prosseguir.
A única ordem que preciso para entrar onde desejo, amigo, está ao meu lado - respondi apontando minha espada longa. Vai me deixar entrar em paz ou não?
Em resposta, ele sacou sua espada decididamente, chamando seus companheiros para juntarem-se a ele. Os
quatro se posicionaram, com suas armas desembainhadas, barrando minha passagem.
Você não está aqui por ordem de Than Kosis - gritou o primeiro que havia se dirigido a mim. - E não somente você não entrará nos aposentos da princesa de Helium como também será escoltado de volta a Than Kosis para explicar sua ousadia injustificada. Largue sua arma, você não pode vencer a nós quatro - ele adicionou com um sorriso sombrio.
Minha resposta foi um golpe que me deixou com apenas três antagonistas, e posso assegurar que eles estavam à altura de meu metal. Eles me encurralaram contra a parede rapidamente, fazendo-me lutar por minha vida. Lentamente, consegui chegar a um canto da sala onde pude forçá-los a me enfrentar individualmente e assim combatemos por cerca de vinte minutos. O clangor do aço contra o aço produziu uma verdadeira cacofonia na pequena sala. O barulho trouxe Dejah Thoris à porta de seu apartamento e ali ela ficou parada durante toda a luta, com Sola logo atrás espiando sobre seu ombro. Sua face não demonstrava emoção e eu sabia que ela não me reconhecia, tampouco Sola. Finalmente, um golpe de sorte derrubou o segundo guarda e então, com apenas dois oponentes, mudei minha tática e os coloquei sob a carga do estilo de luta que sempre me reservou tantas vitórias. O terceiro caiu em menos de dez segundos após o segundo, e o último estava morto sobre o chão sangrento alguns momentos depois. Eram homens valentes e lutadores nobres, e me angustiei por ter sido forçado a matá-los, mas eu despovoaria alegremente toda a Barsoom se não houvesse alternativa para estar ao lado de minha Dejah Thoris.
Embainhando minha lâmina ensangüentada, avancei na direção de minha princesa marciana, que continuava parada e muda olhando para mim sem sinal de reconhecimento:
Quem é você, zodangano? - ela murmurou. - Outro inimigo para me perturbar em minha miséria?
Sou amigo - respondi. - Um amigo que antes era estimado.
Nenhum amigo da princesa de Helium veste esse metal - ela respondeu -, mas essa voz! Já a ouvi antes. Não é... não pode ser... não, porque ele está morto.
Mas é, minha princesa, nenhum outro além de John
Carter, eu disse. - Não reconhece, mesmo por trás desta tinta e do metal estranho, o coração de seu líder?
Ao me aproximar dela, ela se inclinou em minha direção com os braços estendidos, mas quando fui para alcançá-la e tomá-la em meus braços, ela recuou com um calafrio e um pequeno gemido de tristeza: Tarde demais, tarde demais - ela lamuriou. - Oh, meu antigo líder que pensei estar morto, se tivesse retornado apenas uma hora antes..., mas agora é tarde demais, tarde demais.
Do que está falando, Dejah Thoris? - gritei. - Que não teria se comprometido com o príncipe zodangano se
soubesse que estou vivo?
Acha mesmo, John Carter, que eu teria entregado meu amor a você ontem e a outro hoje? Achei que meu coração estava enterrado com suas cinzas nos fossos de Warhoon e, por isso, hoje prometi o resto de meu corpo a outro para salvar meu povo da maldição de um exército zodangano vitorioso.
Mas eu não estou morto, minha princesa. Vim para reclamá-la e nem toda a Zodanga poderá me impedir.
É tarde demais, John Carter, minha promessa foi feita e, em Barsoom, não há volta. 
As cerimônias que se seguirão nada mais são do que formalidades banais, tal como o cortejo fúnebre não marca a morte do jeddak. 
Eu já estou casada, John Carter. Você não pode mais me chamar de sua princesa. Você não é mais meu líder.
Conheço pouco dos seus costumes aqui em Barsoom, Dejah Thoris, mas sei que amo você, e se você realmente acredita nas últimas palavras que disse para mim naquele dia em que as hordas de Warhoon estavam avançando sobre nós, nenhum outro homem jamais poderá tomá-la como noiva. Você as disse naquele dia, minha princesa, e
ainda acredita nelas! Diga que é verdade.
Eu quis dizê-las, John Carter - ela murmurou. - Mas não posso mais repeti-las agora porque me entreguei a outro. Oh, se você apenas soubesse, meu amigo - ela continuou, meio que falando sozinha -, minha promessa teria sido sua há muitos meses, e você poderia ter me desposado antes de todos os outros. Isso poderia significar a queda de Helium, mas eu entregaria meu império ao meu líder tharkiano. Então, ela disse em voz alta: Lembra-se da noite em que me ofendeu? Você me chamou de sua princesa sem haver pedido minha mão, e então se vangloriou de ter lutado por mim. Você não conhecia nossos costumes e, agora vejo, eu não devia ter me ofendido. Mas não havia ninguém para explicar o que eu não poderia dizer. Em Barsoom, há dois tipos de mulheres nas cidades dos homens vermelhos: aquelas pelas quais eles lutam para depois pedir sua mão, e outras por quem também lutam, mas nunca as pedem em casamento. Quando um homem conquista uma mulher, ele pode se dirigir a ela como sua princesa ou usar qualquer outra expressão que signifique posse. Você havia lutado por mim, mas nunca me pediu em casamento. Portanto, quando me chamou de sua princesa, entenda - ela vacilou -, fiquei magoada. Mas mesmo assim, John Carter, não repeli você como deveria ter feito, até que você agravou a situação ao zombar de mim, dizendo que havia me conquistado em combate.
Não preciso mais pedir seu perdão agora, Dejah Thoris - gritei. -Você deve saber que minha falha se deve à minha ignorância de seus costumes barsoomianos. O que falhei em fazer, apesar de minha crença implícita de que meu pedido será presunçoso e inoportuno, farei agora, Dejah Thoris. Peço que seja minha esposa e, por todo o sangue guerreiro da Virgínia que corre em minhas veias, você será.
Não, John Carter, é inútil - ela gritou desesperadamente. - Jamais serei sua enquanto Sab Than viver.
Você selou a sentença de morte de Sab Than, minha princesa. Ele morrerá.
Isso também não pode ser - apressou-se em explicar. - Não devo me casar com o homem que assassinar meu marido, mesmo em legítima defesa. É o costume. Somos regidos pelos costumes de Barsoom. É inútil, meu amigo. Você deve suportar a angústia comigo. Pelo menos isso teremos em comum. Isso e a memória dos breves dias entre os tharks. Você deve partir agora e nunca mais me procurar. Adeus, meu antigo líder.
Abatido e triste, retirei-me da sala, mas não estava totalmente desencorajado. E também não admitiria perder Dejah Thoris até que a cerimônia realmente se realizasse. Vagando pelos corredores, eu estava tão absolutamente perdido na confusão de passagens tortuosas quanto estava antes de descobrir os alojamentos de Dejah Thoris. Eu sabia que minha única chance repousava em fugir da cidade de Zodanga, porque a morte dos quatro guardas teria de ser explicada e eu nunca conseguiria voltar ao meu posto original sem um guia. As suspeitas certamente recairiam sobre mim tão logo eu fosse descoberto vagando perdido pelo palácio. Nessa hora me deparei com uma rampa em espiral levando aos andares inferiores e desci por ela por vários andares até chegar ao portal de um grande apartamento onde havia alguns guardas. As paredes desse aposento eram recobertas por tapeçarias transparentes por trás das quais me escondi sem ser percebido.
A conversa entre os guardas era trivial e não despertou meu interesse até um oficial entrar na sala e ordenar que quatro homens rendessem o corpo de guarda da princesa de Helium. Agora, eu sabia, meus problemas começariam seriamente e, em pouco tempo, estariam à minha caça. Pareceu-me que bastou um breve momento para que um dos guardas que acabara de sair da sala voltasse repentinamente e, sem fôlego, berrasse que haviam encontrado seus quatro camaradas exterminados na antecâmara. Em um segundo todo o palácio ficou em polvorosa. Guardas, oficiais, cortesãos, servos e escravos corriam em completa confusão pelos corredores e apartamentos levando mensagens e ordens, e procurando pistas do assassino. Essa era a minha oportunidade e, por mais ínfima que parecesse, me agarrei a ela. Quando um grupo de soldados passou apressado pelo meu esconderijo, junteime à sua retaguarda e os segui pelo labirinto do palácio até que passassem pelo grande hall, onde vi a abençoada luz do dia entrando através de uma série de janelas maiores. Ali, abandonei meus guias e, pulando pela janela mais próxima, procurei uma avenida para escapar. As janelas eram voltadas para uma grande sacada que ficava acima de uma das largas avenidas de Zodanga. O chão estava cerca de dez metros abaixo e, a mesma distância do edifício, havia ainda outra parede de seis metros de altura construída de vidro polido de trinta centímetros de espessura. Seria impossível para um marciano vermelho escapar por essa rota, mas para mim, com meu poder e agilidade terráqueas, aquilo parecia muito fácil. Meu único medo era ser visto antes que a escuridão caísse, porque não poderia dar o salto em plena luz do dia enquanto o pátio abaixo e a avenida mais adiante estivessem apinhados de zodanganos. Por esse motivo, procurei um lugar para me esconder e finalmente encontrei um, por acidente, dentro de um enorme ornamento dependurado no teto do hall e a quase três metros do chão. Saltei com facilidade para dentro do espaçoso vaso em formato redondo e mal havia me acomodado dentro dele, ouvi algumas pessoas entrando no recinto. O grupo parou sob meu esconderijo e eu podia ouvir claramente cada uma de suas palavras.
É obra dos heliumitas - disse um dos homens.
Sim, oh, jeddak, mas como eles tiveram acesso ao palácio? Eu poderia acreditar que, mesmo com o cuidado diligente de seus guardas, um inimigo pudesse chegar às câmaras internas, mas como uma força de seis ou oito combatentes poderia fazer o mesmo sem ser detectada está além de minha razão. Logo devemos saber, contudo, porque está chegando o psicólogo real.
Agora, outro homem se juntava ao grupo e, depois de fazer sua saudação formal ao regente, disse: -Oh, poderoso jeddak, leio uma história estranha nas mentes mortas de seus leais guardas. Eles foram ceifados não por um grupo de combatentes, mas por apenas um oponente.
Ele fez uma pausa para que todo o peso de seu pronunciamento impressionasse seus ouvintes, e essa afirmação difícil de ser aceita foi evidenciada pela exclamação impaciente de incredulidade que escapou dos lábios de Than Kosis:
Que tipo de história estranha me contará, Notan? - ele gritou.
É verdade, meu jeddak - retrucou o psicólogo. - Na verdade, as impressões foram fortemente marcadas no
cérebro de cada um dos quatro guardas. Seu antagonista era um homem muito alto, vestindo o metal de um de seus próprios guardas, e sua habilidade de luta beirava o incrível porque lutava francamente contra todos os quatro e os derrotou usando sua habilidade, poder sobrehumano e resistência. Embora ele vestisse o metal de Zodanga, meu jeddak, tal homem nunca fora visto antes neste ou em qualquer outro país em toda a Barsoom. A mente da princesa de Helium, a qual examinei e investiguei, estava vazia para mim. Ela tem perfeito controle e não pude ler absolutamente nada. Ela disse que testemunhou uma parte do encontro e que, quando vislumbrou a cena, havia apenas um homem que ela nunca havia visto antes.
Onde está aquele que me salvou? - disse uma outra voz, que reconheci como sendo a do primo de Than Kosis, que eu havia resgatado dos guerreiros verdes. - Pelo metal de meu primeiro ancestral - continuou -, sua descrição coincide exatamente com ele, especialmente sobre sua habilidade de luta.
Onde está esse homem? - gritou Than Kosis. - Tragam-no até mim imediatamente. O que sabe dele, primo?
Parece estranho, agora que penso nisso, que houvesse um lutador como ele em Zodanga e que não soubéssemos seu nome até hoje. E esse nome, John Carter; quem jamais ouviu um nome desses em toda a Barsoom?
Logo chegou a notícia de que eu não pude ser encontrado no palácio ou em meus antigos alojamentos nos galpões do esquadrão de patrulha aérea. Kantos Kan foi encontrado e interrogado, mas não sabia nada sobre meu paradeiro ou sobre meu passado. Ele disse que sabia pouco de mim, já que havíamos nos conhecido recentemente, quando fomos aprisionados pelos warhoons. Fique de olho neste aqui - comandou Than Kosis. - Ele também é um estranho e provavelmente ambos são servos de Helium. Onde estiver um, logo encontraremos o outro. Quadrupliquem a patrulha aérea e que todo homem que deixar a cidade por ar ou por terra seja colocado sob intenso escrutínio.
Outro mensageiro entrou na sala com a notícia de que eu ainda estava dentro do palácio: A aparência de todas as pessoas que entraram ou saíram das dependências do palácio hoje foi cuidadosamente examinada - informou o indivíduo e nenhuma se aproxima da descrição desse novo padwar dos guardas além da registrada quando ele foi apresentado pela primeira vez.
Então ele será capturado em breve - comentou Than Kosis com satisfação. - E, enquanto isso, iremos aos aposentos da princesa de Helium e a interrogaremos sobre o fato. Ela deve saber mais do que se importou a
confessar a você, Notan. Venham. Eles deixaram o hall e, quando a escuridão caiu, me esgueirei suavemente de meu esconderijo e me apressei para a sacada. Poucos estavam à vista e, escolhendo o momento no qual ninguém parecia estar atento, saltei rapidamente para o topo da parede de vidro e dali para a avenida que levava para longe das dependências do palácio.

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